A tornozeleira socialista que nos acorrenta

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Acorrentados com passado. A gente não merece.

Luís XIV, o Rei-Sol, (1638 – 1715), dizia: “L’État c’est moi”. (O Estado sou eu). Mais ou menos como seu xará contemporâneo, o Luís Inácio Lula da Silva.

A visão de Luís XIV era compartilhada, em maior ou menor grau, pelos demais reis da era medieval. O Rei era o Estado. Por direito divino. E porque suas ordens decidiam os ganhadores e perdedores.

Os imperadores, reis, monarcas e similares estabeleciam as regras, ditavam as ordens, cobravam os impostos, faziam guerras para aumentar seus domínios e quem não gostasse corria o risco de ser enviado para as masmorras, quando não queimado vivo ou enforcado, como foi Tiradentes.

Vale ressalvar, entretanto, que mesmo o Rei detentor de poder absoluto, podia muito, mas não podia tudo. No meio desta equação sempre havia o imponderável: o homem.

O homem sonha e busca seu destino. A história é uma sucessão de lutas de conquista e de heróis que se sacrificam em defesa de sua liberdade.

Por poderoso que fosse o Rei, contudo, ele não tinha como evitar que no reino surgissem conflitos, desavenças e revoltas. E, o mais perigoso: ambições. O fato é que sempre existiam disputas por poder, territórios, recursos, etc.

E os reis tinham concorrência. Por rivalidade, por cobiça ou outras razões, o mundo sempre viu guerras de conquista, invasões e pilhagens. Nós tivemos a guerra do Paraguai, para ilustrar a história.

O benefício para a humanidade deste processo foi que os reis melhores e mais competentes acabavam sobrepujando os reis piores e mais incompetentes. E na base do sucesso de um rei estavam seus súditos. Sua disposição para o trabalho, criatividade, lealdade.

Nesta tarefa de assegurar a lealdade dos súditos é que a Religião tinha um papel fundamental. Os reis se apresentavam como ungidos por Deus. O Imperador do Japão é, ele próprio, uma divindade.

A mensagem das religiões sempre foi baseada em prometer aos seus membros uma vida melhor após a morte, condicionada a que as pessoas se submetessem às regras de seus líderes durante a vida.

Pela importância do papel das religiões junto ao povo, elas sempre foram aliadas e sempre fizeram parte da estratégia dos reis e governantes. Isto quando este não eram “dublês” de chefes religiosos e governantes. O exemplo mais moderno do poder das religiões está no Islamismo e no “jihad”, a guerra santa dos muçulmanos.

Do ponto de vista dos indivíduos, sobreviver no ambiente de conflagração permanente que foi a história, sempre foi muito difícil. Viver era muito perigoso. Não apenas as pessoas do povo viviam praticamente sem direitos, como dependiam da boa vontade do Rei ou de seus prepostos, como, na Idade Média, do senhor feudal para quase tudo.

Com poder sobre a vida e a morte, déspotas de todos os tempos tratavam as pessoas comuns como sua propriedade. Servos podiam ser destituídos de seus bens a qualquer tempo e serem mortos a qualquer pretexto.

Sem quaisquer garantias, podiam ser envolvidos em guerras, aprisionados e transformados em escravos. Portanto, para as pessoas da idade média, pertencer a um reino bem governado e protegido era, de certa forma, uma benção.

Felizmente evoluímos. A civilização avançou. Veio o renascimento. A Revolução Francesa. A Constituição Americana. Os ventos da mudança arejaram as mentes, veio a Revolução Industrial e, em nosso tempo, a Revolução Digital. Mas a modernidade não chegou a todo o  o planeta, infelizmente. E entre as partes do mundo civilizado ainda existem redutos de arraigada estupidez. Boa parte do Brasil vive ainda imerso na idade do arco e flecha. Em uma pajelança ideológica canibal. Estamos melhor do que a África. Mas a tornozeleira socialista que nos aacorrenta nos mantém distantes do país de ponta que podemos – e estamos destinados – a ser.

Ceska – O digitaleiro


 

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