Brasil 4.0, Davos e a Revolução Industrial 4.0

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O Brasil 4.0 estará em sintonia com a Revolução Industrial 4.0 e alinhado com o mundo contemporâneo do Século XXI

 

 

 

 

 

 

 

Agora é oficial: vem aí a Revolução Industrial 4.0.

O Fórum Econômico Mundial, em seu encontro de Davos, na Suíça, colocou em sua pauta para 2016 a chegada da Quarta Revolução Industrial, esta nova onda de transformações que vão, segundo os organizadores da Conferência, “alterar de modo fundamental a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos uns com os outros.”

O Brasil ainda não acordou, mas vai precisar sair do torpor e da bruma da obtusidade em que se debate. A luz amarela está piscando. Precisamos rever tudo. Ou evoluímos direto para o Brasil 4.0 – pulando etapas – ou, logo, seremos um país irrelevante, empurrado para os cafundós do planeta.

O mundo caminha em meio a uma nova e extraordinária onda de transformações tecnológicas. Nunca antes neste mundo tanta coisa mudou tão rápido. Precisamos saltar sobre o fosso do ignaro para darmos as boas vindas à “Quarta Revolução Industrial” ou RI 4.0 – “Revolução Industrial 4.0”. A decisão precisa ser nossa, como cidadãos, já que nossa preclara “presidenta” não vai à Davos. Que – imaginem! – ignora e não homenageia a mandioca. Talvez por insensibilidade capitalista.

O site oficial do Fórum Econômico Mundial esclarece: “Em escala, escopo e complexidade, as transformações serão diferentes de qualquer coisa que a humanidade tenha experimentado antes. Nós não sabemos ainda como ela irá se desenrolar, mas uma coisa é clara: as resposta a esta nova era deve ser abrangente e integrada, envolvendo todos os agentes interessados (“stakeholders”) das políticas globais, do público, dos setores privados à academia e a sociedade civil”

“A Primeira Revolução Industrial usava água e a força do vapor para mecanizar a produção. A segunda RI usava o poder da eletricidade para criar a produção em massa. A terceira RI, a revolução digital, usava a tecnologia da informação para automatizar a produção. Agora a quarta Revolução Industrial está se desenvolvendo à partir da terceira, que vem ocorrendo desde os meados do século passado, e se caracteriza pela fusão de tecnologias que estão esmaecendo as fronteiras entre as esferas físicas, biológicas e digitais.”

Entre outras profundas transformações que se podem prever, o site destaca o impacto desta RI 4.0 sobre os governos:

“À medida que os mundos físico, digital e biológico continuarem a convergir, novas tecnologias e plataformas irão crescentemente capacitar os cidadãos a engajarem-se com os governos, fazer ouvir sua voz, coordenar seus esforços e mesmo circunscreverem a supervisão das autoridades públicas. Simultaneamente, os governos ganharão novos meios tecnológicos para ampliar o controle sobre suas populações, baseados na supervisão pervasiva e na habilidade de controlar a infraestrutura digital. Na somatória, todavia, os governos irão sofrer crescente pressão para mudar sua atitude em relação à participação pública e à definição de políticas, à medida que diminui seu papel central como condutor das políticas públicas em razão das novas fontes de descentralização e distribuição de poder tornadas possíveis com as novas tecnologias e com as quais que terão que competir.”

Em última análise, a capacidade dos sistemas de governo e das autoridade públicas em adaptar-se irá determinar sua sobrevivência. Se se provarem capazes de abraçar um mundo de mudanças disruptivas, submetendo suas estruturas aos níveis de transprˆ´ncia e eficiência que as capacitem a manter uma margem competitiva, elas permanecerão. Se não forem capazes de evolir, elas enfrentarão problemas crescentes.”

Isto será particularmente verdadeiro na questão da regulação. Os atuais Sistemas de politicas públicas e tomadas de decisão evoluíram durante a Segunda Revolução Industrial, um período durante o qual os tomadores de decisão tinham tempo para estudar as questões específicas e desenvolver o contexto apropriado para as respostas necessárias. Todo o processo foi desenvolvido para ser linear e mecanicista, seguindo uma abordagem de cima para baixo”

Mas esta abordagem não é mais viável. Dada a amplitude dos impactos e a velocidade das mudanças da Quarta Revolução Industrial, a maior parte dos legisladores e burocratas não conseguirão responder aos desafios sem precedentes que terão de enfrentar”.

Este é o mundo que vem sendo construído lá fora. E com o qual teremos que conviver. Gostemos ou não.

Então, o que queremos? Sermos um país em sintonia com o século XXI, digital e conectado, ou continuarmos um Brasil 0.0, a Republica da Mandioca do Lula e da Dilma?

Queremos participar da Quarta Revolução Industrial ou vamos viver nos cafundós do mundo, fazendo a “Revolução da Tapioca”?

Mas que ninguém se engane: ou assumimos nosso papel na Revolução Industrial 4.0 ou vamos todos viver de mandioca. De minha parte, não quero ser pelanca. E acho que as novas gerações digitais também não. Cansamos de ser de segunda classe. E também de um governo de segunda classe. Queremos mudar esta sina feita de mediocridade, atraso, empulhação e bazófia. Da mais cruel corrupção e incompetência.

Temos que pegar o touro à unha ou garrar um lenço para ir chorar na varanda, vendo a banda passar.

Suponho, e bota suponho nisto, que não sejamos um povo de imbecis. Está bem, nossos grotões elegeram um governo de fancaria, liderado por charlatões políticos, mas nossas ilhas de excelência mostram que nem tudo está perdido. Temos criatividade, talento, capacidade. Basta citar exemplos como a Embraer, a Rede Globo, a Editora Abril, o Grupo Gerdau, a Tramontina, o Hospital Albert Einstein, o Sírio Libnês, o INCOR, o agronegócio, as rodovias paulistas para ilustrar nossa vocação para a excelência. Se multiplicarmos estes exemplos Brasil afora vamos dar certo. E desembarcar rapidinho no primeiro mundo.

O problema é nosso atual governo lulopetista: ele é a pedra no meio do caminho. Hoje, graças ao petismo obtuso, somos um país sem noção. Sem um projeto e sem um horizonte. Vivemos sob a ética das pedaladas.

O lastimável governo petista que temos é que nos encarapuça como povo zicado, mandioqueiro, microcéfalo. Que me valha São Benedito, mas o fato é que esta política mentecapta tem que acabar. Precisamos reciclar nosso complexo de vira-latas. Afastar de nosso caminho o “sapo barbudo” e a “mulher sapiens”, e desenterrar os sapos da burrice, da pretensão e da fanfarronice cheia de empáfia.

Vamos encarar a realidade: ou nos livramos desta zica ou nosso destino será um mergulho na babaquice. E aí, além do Zika, da Dengue e do Chikungunya, ainda vamos ter que aguentar o vírus do “pestistismo”.

  • O Brasil 4.0 é o futuro em nossas mãos

Com a chegada da RI 4.0, as novas gerações do Brasil estão sendo convidadas à assumir sua missão de reformar o país. De criar e formatar o Brasil 4.0.

O Brasil 4.0 é mais do que um mote. É um projeto de país. Uma nova maneira de interagirmos com nossos concidadãos e com nossos poderes contituídos.

É também uma marca. Um objetivo. Um referencial, que, além de significado, tem visão, projeto, contornos, relevo e contexto. Associada à ideia da “Quarta Revolução Industrial” é uma marca com a solidez do aço. Seu sentido, o de um compromisso com o realinhamento com as tecnologias e oportunidades da RI 4.0, é também um brado libertador. Uma primavera tecnológica para o Brasil, para as almas deste país possível que anseiam pelo futuro e fluem livres para realizar seu sonho de prosperidade. Num sentido mais amplo, é tanto um rompimento com o passado opressor como uma promessa para o futuro, sem amarras e sem pedras no caminho.

A Revolução Industrial 4.0 é revolução no sentido mais vasto do termo. É de tirar o fôlego o que está ocorrendo no mundo digital. Nem nosso “metamorfose ambulante”, o genial Raul Seixas, iria entender. Tudo está sendo repensado e revisto. Nenhum dos mais diferentes quadrantes da vida, da humanidade, da sociedade, das coisas mensuráveis, da indústria, do mercado, da “internet das coisas”, da comunicação entre dispositivos, equipamentos, máquinas e “coisas” é como foi.

Objetos, coisas, vestuário, móveis, edifícios, eletrodomésticos, tralhas e tudo aquilo que usamos cotidianamente começa a ter vida. Como nas histórias de fadas, agora espelhos falam. Nas habitações as geladeiras informam o que tem e o que é preciso comprar. O espelho do banheiro avalia seu estado de saúde examinando sua pupila enquanto você faz a barba (ou a maquiagem…). Carros andam, estacionam (e se congestionam) sozinhos. O céu vai ter mais drones carregando encomendas do que motoboys circulando em São Paulo. O mundo real e o virtual passam a interagir. Modernas tecnologias de conectividade estão sendo combinadas com processos industriais automatizados. Aplicativos “agnósticos” se entendem com tudo e todos. É um novo composto tecnológico para servir ao gênero humano. Algo técno-antropológico. Para não perderem a objetividade prática, os especialistas classificam estes desenvolvimentos sob o nome de “Revolução Industrial 4.0”.

A Revolução 4.0 nasceu, na Alemanha, como um projeto no âmbito da estratégia de alta tecnologia voltada para a manufatura inteligente. Sendo originário da Alemanha, o conceito tinha que ser assentado em coisas objetivas. Práticas.

Sua base tecnológica é composta por um “sistema nervoso” embebido nas coisas. Novas gerações de sistemas, atuadores, sensores e dispositivos conectados e online, uns falando com os outros, sem particioação humana, via “Internet das Coisas”.

A nova Revolução virou a grande estrela da Conferência de Davos de 2016. Hoje, sob a liderança da Alemanha e dos Estados Unidos, já está em desenvolvimento um programa de cooperação por meio da Smart Manufacturing Leadership Coalition – SMLC, que vem a ser uma “Coalisão de Lideranças para Manufatura Inteligente”.

A SMLC reúne os interessados de todas as áreas, produtores, fornecedores, fabricantes, universidades, empresas de tecnologia e governos. O objetivo deste esforço cooperado é levar as partes interessadas a atuar em conjunto no desenvolvimento das novas abordagens, plataformas, infraestrutura e do arcabouço legal e normativo para a adoção de novas soluções e de um novo paradigma. Regras e protocolos compartilhados significam compatibilidade e funcionalidade. O mundo vem aprendendo a fazer certo. As novas tecnologias vem “plug and play”. Ligou, funciona,

E as novas tecnologias vem com uma nova e crescente consciência ambiental. No novo meio-ambiente dos espaços, cidades e habitações inteligentes que vem no bojo da Revolução 4.0, onde tudo estará ligado e conectado, a consciência ambiental vai ajudar a mudar a atitude em relação ao planeta. A mudança tende a ser espetacular. Como em uma nova dimensão da Hipótese Gaia, a conexão entre os organismos vivos e os elementos inorgânicos da terra poderá ser melhor compreendida e implementada. Sensores, câmaras e dispositivos se comunicarão entre si. Esta integração perfeita dos mundos físico – analógico – e o mundo virtual – digital – só é possível porque tudo o que existe no mundo real é reproduzido virtualmente no mundo digital. Como tudo o que é real tem uma dimensão no mundo virtual que existe no computador, é possível usar o processamento de hipóteses e a simulação para chegar ao melhor conjunto de opções. Trata-se da “inteligência artificial” ajudando a organizar e otimizar o do que existe, do que está disponível e de cada um dos entes existentes no mundo real.

Então, vamos migrar para o mundo da “Revolução Industrial 4.0” ?

Vamos juntar forças para pular etapas e fazer o “Brasil 4.0” ?

Agora o futuro está em nossas mãos. E esteja certo, o Brasil tem jeito. E o jeito é digital.

Ceska – O digitaleiro


 

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