A roda do tempo

A roda do tempo não para e é preciso virar a página.

O que as novas gerações digitais não querem é “remendar” o que está aí, mantendo a atual estrutura de poder, obsoleta, eivada de vícios, desmandos e privilégios. Um arranjo institucional poroso para a corrupção como um queijo suíço. Remendar o que está aí é tão inútil como enxugar gelo. Por mais que se mudem os móveis de lugar, a casa seria a mesma.

Voltar ao passado, ao período militar, não é a melhor opção.

A opção é avançar para um novo paradigma. Para o paradigma digital. O mundo digital é a nova fronteira. Lá é que está o futuro. Portanto, é a opção mais inteligente.

Aqui está a realidade: no passado, os políticos podiam se dar ao luxo de dizer a seus eleitores uma coisa e fazer outra coisa inteiramente diferente, quando no poder. Sempre foi assim que fizeram. E é assim que os petistas e seus aliados vem fazendo.

O que há de novo, então?

Os políticos mentirem não é nada novo. Prometer e não entregar, também não é nada original. O que é diferente agora é que os políticos não podem mais esconder o que fazem. A internet é mais penetrante que os olhos de raio x do Super Homem.

Há simplesmente muita informação, muitos caminhos para a verdade aparecer.

Há muita tecnologia. Há muito acesso aos fatos. Os políticos não conseguem mais esconder o que se passa nos gabinetes, atrás de portas fechadas. Por debaixo dos panos. A verdade acaba sendo conhecida, por um meio ou outro. É tudo revelado.

Durante muito tempo os eleitores petistas realmente acreditaram que o governo petista estava genuinamente desejando mudar “tudo o que está aí”. Mas ludibriar as pessoas não funciona mais na era digital. Você pode tentar, mas não pode convencê-las de algo diferente do que elas mesmas estão vendo acontecer.

O mundo digital é transparente e multifonte. Ele permite que as pessoas saibam das coisas sem passar pelos canais da mídia tradicional. Os “filtros” que fazem a seleção do que será ou não publicado, não enganam mais ninguém.

A Internet e os seus canais de comunicação, suas plataformas de troca de informações, se tornaram as portas e janelas da sociedade contemporânea.

O mundo digital é o mundo do compartilhamento. O mundo das mãos dadas. Nunca as pessoas estiveram tão conectadas, tão irmanadas, tão iguais.

A internet não discrimina. Não faz diferença nem em cor, sexo, classe social, religião nem qualquer outra condição que possa dividir as pessoas em grupos ou castas.

Alguns grupos ou sites podem até fazer distinção entre as pessoas, mas eles ficam restritos ao seu universo. E não interferem com os demais. A Internet, como meio, é neutra e aberta a quem quiser participar. Assim como permite um protagonismo sem preconceitos e discriminações.

Ceska – O digitaleiro


 

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