O Brasil tem jeito. E o jeito é digital.

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O Brasil tem jeito?

Existe espaço para debater futuro no Brasil?

O debate tem razão de ser: nunca, país nenhum, jogou fora tanto futuro.

Mas o Brasil terá forças para reagir? Pode dar a volta por cima?

Qual o caminho escolher? Existe uma “saída digital”?

E qual o papel dos cidadãos e da sociedade no processo de repensar o Brasil?

Está caindo a ficha. A sociedade vem acordando do pesadelo. O mito do Estado Robin Hood está esvanescendo. Estamos caindo na real. O estado provedor, que tem soluções mágicas e dá tudo para todos, se revelou um engodo. O novo fiel da balança é o cidadão-eleitor. Cidadão e eleitor em plenitude. Cidadão que contribui, produz e consome. Eleitor que participa e faz a democracia com sua presença e militância.

A democracia é mais do que o voto da maioria. Democracia é liberdade, compartilhamento e participação.

A justificativa moral da democracia é a participação dos cidadãos nas definições relativas a seu destino. A democracia é uma construção da civilização e pressupõe uma sociedade livre, aberta e compartilhada. E, conforme Richard Stallman, o conhecido ativista do software livre: “compartilhar é bom e, com a tecnologia digital, compartilhar é fácil”.[1]

O compartilhamento permite a troca de informações, ideias e conceitos. E onde existem informações existe conhecimento. Onde existe debate, existem soluções.

Em meio à perplexidade geral e à falta de perspectivas do atual modelo institucional brasileiro, a única opção para resolver a crise é uma revisão em profundidade das bases em que se assenta o país. A dificuldade em vislumbrar um futuro está em que a nação ainda está olhando na direção errada. É preciso pensar com uma cabeça alinhada com o século XXI.

O Brasil tem jeito e o jeito é digital. O mundo analógico amarra o brasil no passado e limita o protagonismo dos cidadãos na Quarta Revolução Industrial que hoje é o novo norte do mundo desenvolvido.

O passado é um poço que secou. Buscar superar o atraso secular de país colonial, escravocrata e patrimonialista, olhando para a casulo vazio de um país que já adquiriu as asas da era digital é perda de tempo.

A boa notícia é que o Brasil tem jeito. E o jeito é digital.

Ceska – O digitaleiro


 

[1] Stllman Richard – http://www.brainyquote.com/quotes/authors/r/richard_stallman.html#sa4fM15Y72BvXveM.99. Web. 15 Nov. 2015.

 

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